UMA BREVE INFLEXÃO SOBRE AUTOMORTE E OUTRAS MUDANÇAS NECESSÁRIAS NA CLÍNICA PSIQUIÁTRICA

A psiquiatria tem preservado ao longo do tempo, de forma inadequada e ultrapassada um conjunto de termos, condições clínicas e conceitos. O termo suicídio está completamente ultrapassado em relação ao objeto que denomina. Já temos um nível de conhecimento bastante elevado sobre essa condição, em termos neurobiológicos, epidemiológicos, mentais, sociológicos, em relação à individualidade da pessoa, da clínica e intervenção mais efetiva. Desse modo, essa condição deve ser denominada de automorte, porque é mais representativa e absoluta em relação ao objeto, traz para o centro do estudo e da atenção à pessoa e a sua especificidade clínica. O mesmo ocorre em outras situações: o conceito inadequado e totalmente fora da evolução da ciência em relação ao conhecimento e entendimento do que é polifarmácia e neuropsicofármaco, além do ultrapassado conceito de psicofármaco; a divisão clínica da doença ansiedade, quando só existe uma única neurobiologia para o fato, com algumas características que categorizam uma variação na apresentação clínica. Desse modo, não deveria existir diagnósticos de transtorno de pânico, fibromialgia e outros inúmeros casos que são divisões, de um grupo de diagnósticos muito bem consolidados e que a cada nova edição das classificações, são cada vez mais divididos sem nenhuma base neurobiológica e clínica consistentes. Apenas por ideologia, vaidades e interesses econômicos na maioria das vezes. O mesmo ocorre em outras especialidades, mas em grau bem menor.


Douglas Dogol Sucar

Presidente.

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